domingo, 10 de abril de 2011


Amor de um dia


Vejo teu sorriso ao longe,
Caminhas lentamente,
Balanças a cabeça e, então,
Desvio o olhar por medo de mim.


A vontade de agarrar teu pescoço,
O desejo de abraçar-te e voar.
Silêncio!
Senta-te ao meu lado
E controlo os sentimentos...
Ou finjo


Doce conversa que flui
E meu mundo se resume ao instante.
Dou-te minha mão, meus braços, abraços...
Dou-te o céu em palavras
Mas ainda me escondo.


Oculto em sorrisos e amores,
Tateando o caminho que trilhas,
Vou conhecendo-te em flashes,
Amor de um dia,
Identificação imediata!


És meu reflexo, por isso rejeitava-te.
O que fazer, então, se apenas agora
Descobri-te importante?
Sorrir, fugir ou
Contar-te o segredo?


Quanta estima tenho por ti,
Amor de um dia,
Perfume das minhas noites...
Razão das minhas lágrimas


Não que tenha dúvidas de quem seja,
Reverso!
Sei o que sou
E o que esperas de mim, nos cochichos.


A questão maior é a surpresa,
Se é que existe, não versa sobre meus amores,
Mas sobre ti,
Amor de um dia,
Que nem sabes quem sou!
Ou o oposto,
Zombas de mim.


Aguardo o momento,
Que está próximo,
De explanar-te minhas flores...
Nesta hora,
Amor de um dia.
Meu mundo será teu


Meus segredos, todos teus,
Revelar-te-ei o explícito,
Entregando-me completo em tuas mãos,
Amor de um dia!

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